De acordo com o vereador Carlos Dutra (PSDB), se faz necessário pensar políticas públicas urgentes para as crianças e adolescentes em situação de rua. O tucano alerta que, até o momento, não se tem uma pesquisa que aponte dados reais sobre as crianças que moram nas ruas do País. Enquanto o poder público não toma uma iniciativa para mitigar esse problema, alerta, cada vez mais crianças e jovens estão entregues ao mundo das drogas e da criminalidade.
Segundo o vereador, pesquisa revelada recentemente na imprensa ouviu 565 crianças em situação de rua em 10 capitais brasileiras e constatou que 53% das crianças conseguem dinheiro pedindo esmolas e 11% vendendo mercadorias nos sinais. Já 63% gastam esse dinheiro em boca de fumo e só 22% compram comidas.
A pesquisa revelou ainda, pontuou o vereador, que 8% dos entrevistados eram órfãos e 92% tinham família, dos quais 77% consideraram a mãe a pessoa que mais amavam. "Esse dado mostra claramente a importância da família. Nem todo menino sem casa é menino sem lar", observou.
No Ceará, aponta, os dados são mais alarmantes, 300 a 350 crianças vivem em situação de rua e foram motivadas por uma combinação de drogas, conflitos familiares e permanência longe de casa devido à dependência do crack. Além disso, destaca, 81% das crianças e adolescentes de rua na Capital são do sexo masculino e 39% estavam há um ano fora da escola e 29% há mais de três anos.
Urgência
"Acredito que é melhor construir jovens do que consertar adultos. As políticas públicas existem, mas precisamos repensar essa questão em regime de urgência", defendeu, alegando que esse tipo de problema gera diretamente a criminalidade, pois os jovens desassistidos e sem perspectivas viram presas fáceis para as drogas e o crime.
"Cada dia cresce o índice de dependência química entre crianças e adolescentes. O fato é que o crack talvez seja a droga mais avassaladora de todos os tempos e está disseminada como uma praga em todo o Brasil", avaliou, pontuando que a permanência de muitas crianças e adolescentes nas ruas é por conta das drogas.
O vereador Antônio Henrique (PTN) ressaltou que a Prefeitura já está dando os primeiros passos na área de recuperação dos dependentes químicos, com a abertura da primeira unidade acolhimento, Silas Munguba, no bairro José Walter. Outra iniciativa do Executivo, salientou, foi a assinatura de convênio da Prefeitura de Fortaleza com 17 comunidades terapeutas para financiar o tratamento de dependentes químicos.
De acordo com o parlamentar, a partir desse convênio, foram abertos 310 leitos para o tratamento de dependentes químicos e as entidades contempladas irão receber recursos públicos na ordem de R$ 1.000,00 por pessoa. "O Prefeito, em seu programa de governo, prontificou-se a dar atenção especial aos jovens", concluiu.











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